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"jovens eu vos escrevi porque sois fortes e vencestes o maligno" (I jo 2, 13).

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Diocese Caicó, RN, Brazil
é responsável por evangelizar a juventude. Ele busca proporcionar e incentivar momentos de evangelização dos jovens, apoiando os grupos de oração nestas atividades, produzindo material e ajudando na formação de outros jovens evangelizadores. Como parte desta formação, também são realizados encontros onde se trabalha questões desta faixa etária como afetividade, sexualidade e outros assuntos referentes à juventude. O ministério tem por objetivo levar ao jovem a ter tudo de bom que a vida oferece sem exageros, excessos, que a juventude possa ter uma vida cheia do Espírito Santo.

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O cristão e a mídia secular

Os limites da liberdade de informação
Imagem de DestaqueQuando se analisam os programas / matéria da TV, Rádio, Revista e Jornal por inteiro com olhar focado no que estão oferecendo ao público brasileiro, o verdadeiro cristão fica estarrecido.

Quem, porém, possui, de fato, sensibilidade religiosa e uma fé profunda em tudo que ensina a Bíblia, se é inteiramente fiel ao que Cristo pregou, sente uma ojeriza, uma aversão e até nojo pelo desprezo dos sagrados mandamentos da Lei de Deus.
Um destes preceitos é não tomar em vão Seu santo nome. Pois bem, na segunda semana do mês de março deste ano certa  novela da mais poderosa televisão brasileira, em uma única apresentação usou na sua trama, nove vezes o nome Jesus Cristo e cinco vezes o de Deus, em vão, além de outras imoralidades. Uma verdadeira banalização e afronta ao segundo preceito do Decálogo e de outros mandamentos. Um culto e sábio católico pediu a este articulista que elaborasse um artigo chamando a atenção para este fato.

Adite-se que algumas propagandas, inclusive veiculadas em várias outras redes televisivas, são inteiramente imorais. Cumpre se pense seriamente que, quando um cristão está assistindo a filmes, novelas e outros programas que apresentam cenas escabrosas, indignas e que infringem o que Deus preceituou e dá adesão a tais desvios teológicos, já cometeu uma falta em seu interior por ter compactuado com a maldade. Mais do que nunca é preciso senso crítico. Um cidadão bem informado é um indivíduo no gozo dos direitos civis e políticos desfrutando liberdade.

Um ser social mal informado e/ou deformado é um prisioneiro de um sistema no qual os profetas do mal passam a deter toda a impunidade ao desvirtuar a verdade. Dá-se então uma horrípila manipulação da opinião pública com textos tendenciosos a serviço da descrença e do desprezo do sagrado. Tudo isso é, realmene, verdadeiro para a imprensa escrita, radiofônica ou televisiva, sobretudo para esta que tem o magno poder da imagem associada à palavra.

Num regime democrático o Legislativo exerce o controle sobre o Executivo, que pode ser censurado pelo Judiciário. O "Quarto Poder", ou seja, o da informação, no que tange aos governantes e governados, infelizmente não sofre nenhuma censura maior, a não ser os recursos terrivelmente onerosos e desesperadamente lentos diante dos tribunais no caso de uma acusação de todo improcedente. Entretanto, a liberdade de imprensa, essencial para a democracia, está submissa às normas éticas, isto é, ela não pode menoscabar nenhum dos Dez Preceitos do Decálogo, um dia, transmitidos pelo Ser Supremo a Moisés. Preceitos sacrossantos por sinal insculpidos no íntimo de cada consciência. Aí é que, de fato, muitas vezes, falham os meios de comunicação social ao preconizarem atitudes ímpias.

Trata-se de uma arbitrariedade e do exercício perverso de uma função sagrada.

O julgamento moral deve presidir o modo como se forma a mentalidade dos leitores. Um dos jornalistas mais respeitáveis do mundo ocidental, Ignacio Ramonet, diretor do Monde Diplomatique, publicou um livro, cuja tese é "A tirania da comunicação". O poder magistral de informar detém, na maioria dos casos, poderosos interesses financeiros e está, tantas vezes, a serviço das multinacionais, às quais interessa o lucro a qualquer preço e, por isso, pregam o ateísmo e a dissolução dos costumes. Os limites da liberdade de informação param diante do direito natural que todos os homens e mulheres têm de não serem enredados para o mal. Aditem-se as arbitrariedades, as insinuações, as meias verdades, as mentiras por omissão, os enganos, a manipulação obscena da informação para fins suspeitos.

A onda de violência que percorre o mundo tem muito a ver com o requinte de perversidade com que os crimes são trazidos a público. A agitação que toma conta de tantos jovens é fruto também das mensagens deletérias da mídia, inclusive nos filmes nos quais impera um furor de estarrecer, as barbaridades mais chocantes são apimentadas para atrair o grande público. A liberdade de informar é uma das maiores conquistas da humanidade e é uma proteção decisiva contra a ditadura dos poderosos e contra as injunções políticas ou econômicas. Essa liberdade, porém, não pode se prostituir no exercício incontrolado e impune de sua missão de serviço do interesse público.
Cônego José Geraldo Vidigal de Carvalho
Professor no Seminário de Mariana durante 40 anos

 

 Dia dos Pais - Significado e orações

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Os pais têm um papel importante na formação do caráter dos filhos
O mês de agosto é o Mês das Vocações. Dentro da vocação familiar, da feliz união entre um homem e uma mulher, nós celebramos a cada segundo domingo de agosto o Dia dos Pais. Equilibrando erros e acertos, os pais têm um papel importante na formação do caráter e no decorrer da vida dos filhos.

Os pais acompanham seu crescimento, seu desenvolvimento intelectual e se esforçam para dar aos filhos conforto, boa alimentação, educação de qualidade. E, em geral, procuram orientá-los para que possam enfrentar o mundo, com suas alegrias, com seus dissabores. Acompanham-nos em suas vitórias, em seus fracassos, em suas lutas.

É claro que há exceções, mas essas exceções só confirmam a regra porque pais que não se preocupam com seus filhos não estão no seu estado natural, normal. O mundo de hoje apresenta anomalias absurdas. Temos notícia de pais que torturam seus filhos, que os desrespeitam, que espancam ou matam a mãe na presença dos filhos. Mas isso não é o correto, o desejável, a razão pela qual Deus os fez pais.

A família – o Lar cristão – Igreja doméstica – Santuário da vida – é a célula básica da sociedade. Deus nos coloca numa família para que nela aprendamos a amar e, porque aprenderemos a amar sem medidas, Ele espera que extravasemos esse amor para a vizinhança, para o bairro, para toda a cidade, para o mundo.

Dentro da família, o pai é o apoio, o amparo, a proteção, tal como São José o foi na Sagrada Família. Precisamos de muitas orações pelos pais, para que eles tenham saúde, caráter, amor no coração e para que eles sejam amados e respeitados pelos seus filhos, que se espelharão neles [pais] para construir a própria vida.

E, mais importante do que tudo isso, que nossos pais sejam educadores de seus filhos na fé, transmissores da fé católica e deem testemunho de discípulos-missionários de Jesus Cristo.

Uma prece especial fazemos pelos pais e avôs que já nos precederam no convívio celeste da comunhão dos santos. Da mesma maneira, aos pais presentes, que Deus abençoe os pais de todo o mundo. Sendo eles abençoados, as famílias o serão e a humanidade poderá conhecer uma vida melhor.

Dom Eurico dos Santos Veloso
Arcebispo Emérito de Juiz de Fora(MG)

fonte: http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?e=12458

 

A beleza da amizade

A amizade finda onde a desconfiança começa

Imagem de DestaqueNo conturbado mundo de hoje a ausência da verdadeira amizade é uma das causas de inúmeros males. É este laço sagrado que une os corações. Quirógrafo das almas nobres, é a afeição que fundamenta o lídimo amor, sendo este a própria amizade em maior intensidade. Desde a mais remota antiguidade o homem se interrogou sobre a essência da amizade. Filosofou sobre este aspecto da interação humana.
Podemos dizer que a amizade é uma certa comunidade ou participação solidária de várias pessoas em atitudes, valores ou bens determinados. É uma disposição ativa e empenhadora da pessoa. O valor da amizade foi revelado pela Bíblia: “O amigo fiel não tem preço” (Sl 6,15), pois “ele ama em todo o tempo” (Pv 17,17). “O amigo fiel é uma forte proteção; quem o encontrou, deparou um tesouro” (Ecl 6,14). “O amigo fiel é um bálsamo de vida e de imortalidade, e os que temem o Senhor acharão um tal amigo” (Ec 6,16).
A função psicossocial da amizade é, assim, de rara repercussão. Ela é fator de progresso, pois o amigo autêntico aperfeiçoa e educa pela palavra e pelo exemplo; é penhor de segurança, uma vez que o amigo leal é remédio para todas as angústias, dado que a amizade é força espiritual. Entretanto, há condições para que floresça a amizade.
Pode-se dizer que são seus ingredientes: a sinceridade, a confiança, a disponibilidade, a tolerância, a compreensão e a fidelidade.

Saint-Exupéry afirmou: “És eternamente responsável por aquilo que cativas”.

Na plenitude dos tempos Jesus apresentou-se como legítimo amigo. Ele declarou: “Já não vos chamo servos, mas amigos” ( Jo 15,15) e havia dito: “Ninguém dá maior prova de amor do que aquele que entrega a vida pelos amigos” (Jo 15,13)..
Rodeou-se de pessoas, às quais se repletaram dos eflúvios de Sua bondade. Felizes os que O conheceram, como Lázaro, Marta, Maria, Seus amigos de Betânia; os Doze apóstolos; Nicodemos; Zaqueu; Dimas, o bom ladrão; e tantos outros. É, porém, preciso levar a amizade a sério.

A Bíblia assegura que “O amigo fiel é medicina da vida e da imortalidade” (Ecl 6,16). Disse, porém, Santo Agostinho: “A suspeita é o veneno da amizade”. Bem pensou, porque a amizade finda onde a desconfiança começa.

O amigo é luz que guia, é âncora em mar revolto, é arrimo a toda hora. Esparge raios de sol de alegria, derramando torrentes de clarões divinos. Dulcifica o pesar. Tudo isso merece ser pensado e repensado. É essencial, todavia, meditar também sobre o ensinamento bíblico: “Quem teme a Deus terá bons amigos, porque estes serão semelhantes a ele” (Ec 6,17).
Cônego José Geraldo Vidigal de Carvalho

FormaçõesNamorar é tempo de quê?

Tempo de brigar e reconciliar-se e de não representar
Imagem de DestaqueO namoro é uma experiência única e vivamente enriquecedora. Com ele muitos se empolgam e não poucos o procuram com ansiedade e o esperam com inúmeras expectativas. Ele ajuda o ser a colocar para fora o que tem de melhor, também o ensinando a bem acolher o que de bom o outro pode oferecer. Enfim, tal relacionamento se constitui como experiência singular e rica de ensinamento. Contudo, ele pode também se tornar traumático e confuso se não for experienciado com o devido tempero e maturidade.
Maturidade para ganhar e perder, para dar e receber… Quem entra em um namoro querendo somente ganhar já começou a perder. Esse relacionamento não poderá, de fato, acontecer se desde o seu início nele não existir um sentido de entrega e doação em favor do bem do outro. Sem o respeito, que nos faz compreender que o outro não é um "poço encantado" onde satisfazemos todos os nossos prazeres egoístas, o namoro não poderá se solidificar, ficando assim impedido de lançar as bases para um relacionamento estável – feliz – e duradouro.
O namoro é, com exatidão, um tempo de conhecimento e interação mútua. E é necessário que seja assim. É tempo de crises, de deparar-se com as diferenças que constituem "um outro" que não sou eu, e que por isso não pode ser por mim manipulado (alienado). Quem não emprega tempo e energias neste processo de conhecer, deixando-se conhecer, acabará colocando o futuro do relacionamento na rota do fracasso e de uma ampla "irrealização".
Namoro sem crise, sem conhecimento e confronto de diferenças tende a se tornar – ainda que disfarçadamente – um esconderijo de múltiplas formas de superficialidade e descompromisso. Quem não faz a experiência de realmente conhecer a quem namora no seu melhor e pior – encantando-se e decepcionando-se – correrá o sério risco de não suportar a dureza manifestada pelo real, depois do casamento já concretizado.
Quem, no tempo de namoro, conhece somente o "corpo" (do outro) e não a "pessoa" por inteiro poderá, em qualquer alvorecer, deparar-se com a infeliz descoberta de que se casou com um (a) desconhecido.

Namoro é o momento de entrar em crise e dela juntos sair. É tempo de brigar e reconciliar-se, é tempo de não representar. Quem assume esse relacionamento acreditando "ser de vidro" – não resistente ao impacto do cotidiano – não entendeu o que significa amar e ser amado e quais são as exigências que brotam deste ofício.
Confronto de diferenças não é sinônimo de desamor, mas de autenticidade. Estacionar nas diferenças, permitindo que estas ditem definitivamente as regras da relação é, sim, o sinal do desamor em estado de constante vitória. Este encontro – que em momentos "desencontra" – oferecido pelo namoro é um momento único e determinante para o futuro do casal e da família. Por isso, precisa ser bem vivido e digerido com respeito e autodoação que desafiem a atual lógica utilitarista, que cada vez mais fabrica centenas de uniões fragmentadas e inexistentes (apenas aparentes).
Com as bases solidificadas em uma madura compreensão do que seja o amor – protaganismo de identidades e não ensaio de representações… – o namoro poderá crescer e se tornar, de fato, o fundamento para o futuro de uma família verdadeiramente feliz e centrada no essencial da vida.

Foto Diácono Adriano Zandoná
fonte:http://cancaonova.com/portal/canais/formacao/

 

Vale a pena sonhar

Não abra mão dos seus sonhos!
Imagem de DestaqueEra uma manhã de sábado enquanto caminhava pelo vilarejo do litoral baiano, uma paisagem, entre tantas, me chamou atenção: uma casinha com alpendres, varandas e muitas flores nativas, daquelas bem simples, que nascem e crescem sem exigir cuidados, com cores diversas e vibrantes, beleza simples e original.

Atraída pela beleza, aproximei-me da casa e, como não havia ninguém, fiquei bem à vontade para observar os detalhes. Em pouco tempo percebi uma placa pendurada no alto do portão central, onde estava escrito escrito: "Vendo, troco ou alugo. Faço qualquer negócio". Logo pensei no proprietário da casa. "Por que será que está tão decidido a se desfazer desta propriedade?"
A casa parecia bem planejada. Tinha detalhes de bom gosto, sinais de delicadeza. Deduzi que se o dono estava assim tão disposto a se desfazer dela, certamente seus sonhos teriam se perdido no tempo.

Já faz alguns anos que vivi este fato, mas até hoje penso no assunto. Dizem que sonhos não envelhecem, eu concordo. Aliás os sonhos nos mantêm vivos. "Quem deixou de sonhar já parou de viver...", diz o poeta.

Bom, se pudesse teria me arriscado a dizer ao proprietário daquela casa: "Não desista dos seus sonhos!". Ou diria ainda para ter calma antes de abrir mão de tudo. Na hora das decisões é sempre prudente ponderar entre o sentimento e a razão. Onde estarão os motivos que o levaram a construir uma casa tão bonita?

E quanto a você que agora lê meus escritos de um fim de tarde: Por onde andam seus sonhos? Quer falar sobre isso? Pode ser que, por algum motivo, também tenha colocado uma "placa de venda" neles, abrindo mão deles. Ou pode ser também que não tenha se desfeito da "casinha", mas vive nela por viver... Por alguma razão, tenha perdido o entusiasmo e o encanto pela vida. Neste caso, o pior é que todas as vezes em que pensa nos detalhes de seus sonhos é como se tocasse em feridas da alma, o coração aperta e dói. Eu sei, não é fácil, mas é possível superar esse sentimento, com a graça de Deus! Eu sou testemunha disso.

Vou mais além: será que nos "vilarejos" de sua história há algum sinal de desistência? Pensar em seus sonhos de criança lhe causa alegria ou tristeza? Seja como for, convido-o a valorizar seus sonhos. Eles são seus e isso os torna preciosos, exclusivos e muito valiosos.

É certo que existem sonhos em nossa vida que, por diversas circunstâncias, não foram nem serão realizados. Aí precisamos encontrar em Deus uma maneira de enfrentar a realidade sem nos deixar contagiar pela decepção. Uma maneira de lidar com situações assim é fazer, por exemplo, a leitura dos acontecimentos valorizando o que existe de bom em nossa história, de forma a permitir que Deus cure o que sobrou da dor.

Recordo-me de um sonho que tinha quando era crainça. Por admirar a relação dos meus pais e sabendo que eles sempre foram pobres, pensava em fazer uma festa bonita na comemoração dos seus cinquenta anos de casados. So que isso não aconteceu. Quando faltavam apenas dois anos para o acontecimento o meu pai faleceu. Lembro-me de que quando voltamos do velório, fomos rever algumas fotos e minha mãe mostrou-me uma que eu havia guardado para fazer o convite das bodas, ela sabia desse meu desejo e partilhou comigo, em lágrimas, a sua dor. Senti naquela hora que não seria possível realizar o sonho que eu havia alimentado havia tanto tempo e a dor da perda do meu pai se misturava com mais essa perda. Pode parecer uma coisa simples, mas para quem a vive não o é.

No meu caso, precisei entregar a situação a Jesus e pedir-Lhe várias vezes que curasse meu coração, pois todas as vezes em que ouvia falar em "bodas de ouro" sentia tristeza e lembrava meu sonho desfeito. Hoje graças a Deus, já superei isso. Deus foi mostrando-me as inúmeras graças de ter uma família como tenho e a presença do meu pai por tanto tempo em meio a nós. E fez-me perceber que muito mais valia isso do que fazer uma festa bonita sem ter o que realmente celebrar. Lembro-me ainda de muitos outros sonhos de criança, alguns que ainda busco realizar, outros que já realizei e sou grata. Por exemplo, eu sonhava, desde pequena, em me casar às 18 horas e entrar na igreja ao som da Ave-Maria com um buquê de flores e um terço na mão, seria uma homenagem a Nossa Senhora. Casei no ano passado e Deus providenciou tudo para que fosse assim e foi lindo!

Quando vejo as fotos e penso naquele dia fico contente por ter realizado mais um sonho, e por aí vai... A vida segue seu rumo e precisamos seguir o nosso também. Certamente na sua vida não é diferente, imagino que você possua sonhos que já tenha conseguido realizar e outros, não. Mas se entre os sonhos que não realizamos existem tantos outros que conseguimos realizar, por que pararmos na dor?

Por outro lado, quando falamos de sonhos possíveis de realizar, é preciso acreditar e lutar por eles com tudo que temos, sem desistir até o último instante. Por isso, hoje, não permita que situações ou pessoas roubem sua vontade de sonhar. Jesus Cristo foi um grande sonhador. Ele sempre falou de sonhos e nunca deixou de encarar Sua realidade humana e divina. Seu exemplo e Sua vitória nos contagiam e nos chamam a segui-Lo confiantes, buscando a cada dia fazermos a nossa parte. Sonhos não viram realidade num toque de mágica, a alegria da vitória passa pela luta de cada dia. Coragem!

Talvez, hoje, seja um ótimo dia para você voltar aos "vilarejos" de sua história, tirar as "placas" que denunciam desistência e voltar a sonhar, tomar posse do que já é seu. Não abra mão dos seus sonhos!

Se você não realizou seus sonhos, entregue-os a Deus, não deixe que a lembrança deles lhe roube a alegria. E os que foram realizados, considere-os como sinais de que é possível ir mais longe quando acreditamos e não paramos nas barreiras. Elas existem para ser superadas.

Estamos juntos! Rezo por você. Seus sonhos podem se tornar realidade se você acreditar. Vale a pena sonhar!


Foto Dijanira Silva
dijanira@geracaophn.com
fonte: canção nova

Simplesmente barro nas mãos do Oleiro

Não existe arte sem amor, quadro sem pintor, vaso sem oleiro…
Imagem de DestaqueA Sagrada Escritura utiliza-se de inúmeras figuras e expressões para revelar Deus e o Seu modo peculiar de agir na história. Entre estas descrições quero destacar a imagem do oleiro, fortemente acentuada pelo profeta Jeremias (cf. Jer 18,1-6ss).
Nestes versículos apresentados pelo profeta, a manifestação divina é expressa com a figura de um oleiro, que molda como a argila aqueles que Lhe pertencem. Esta descrição é rica em expressão e em significado, pois desvela a ação e o amor do Eterno, possibilitando-nos compreender o "singelo jeito" com que Ele nos acompanha e faz crescer.
Este Oleiro sabe, melhor que nós mesmos, do que realmente precisamos e o que nos fará essencialmente felizes. Sua ternura nos convida ao abandono total aos Seus cuidados, os quais sempre nos proporcionarão o melhor, mesmo quando não formos capazes de compreender Seu distinto modo de agir. Por isso, para caminhar no território da fé, a confiança se estabelece como realidade mais necessária do que a compreensão… Uma confiança "filial" de alguém que se descobre amado e cuidado e que, por isso, crê que o Oleiro está sempre agindo e realizando o que é melhor para seus dias.
De fato, este Oleiro enxerga além. Ele contempla as surpresas que ao futuro pertencem e, na Sua Divina Providência, cuida de nós: ora retirando de nosso caminho o que nos é prejudicial, ora acrescentado algo àquilo que nos falta. Isso nos desautoriza a pretensão de querer condicionar a ação de Deus à nossa limitada maneira de enxergar e compreender as coisas, antes, nos confessa que é preciso confiar naquilo que Ele faz e em Seu modo particular de fazê-lo.
A confiança nos abre à percepção de que Deus sabe retirar excessos e acrescentar às ausências no momento certo. Sabe o que realmente nos fará crescer e amadurecer (e crescer às vezes dói). E maduro é quem sabe perder sem apegos, para que assim possa ser despojado do que não lhe é essencial e acrescentado no que realmente lhe falta.

Não existe arte sem amor, quadro sem pintor, vaso sem oleiro… Obra mais bela é a que se constrói pelas mãos do artista, do Oleiro. Só Ele traz em Seu coração os belos sonhos que poderão retirar um rude barro de sua "não existência".
O barro não pode se moldar a si mesmo. Para vir a ser, ele precisa confiar-se aos sonhos e à sensibilidade do oleiro, pois as mãos dele comportam a medida certa, entre firmeza e delicadeza, para trabalhar esta substância abstrata transformando-a em uma linda obra de arte.

Da mesma forma, não existe parto sem dor, maturidade sem perdas, felicidade sem se  ater ao essencial. É necessário confiar n’Aquele que nos molda, e mesmo quando a firmeza de Suas mãos parecer pesar demais sobre nós, confiemo-nos à Sua iniciativa e criatividade, que sempre realizará em nós o que é melhor.
A felicidade faz morada em nosso coração à medida que nos assumimos como aquilo que realmente somos: “Barro, apenas barro, nas mãos do Oleiro!”
Foto Diácono Adriano Zandoná
 fonte:http://cancaonova.com/portal/canais/formacao/

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A felicidade dos namorados está na grandeza da alma

Nem sempre será fácil para você começar e terminar um namoro
Já vai muito longe o tempo em que os pais arranjavam os casamentos para os seus filhos. Se você quer encontrar alguém terá que procurá-lo. Normalmente, é no próprio ciclo de amizades e ambiente de convívio que os namoros começam. Sabemos que o ambiente molda, de certa forma, a pessoa; logo, você deverá procurar alguém naquele ambiente que há os valores que você preza. Se você é cristão, então, procure entre famílias cristãs, ambientes cristãos, grupos de jovens, entre outros, a pessoa que você procura.
O namoro começa com uma amizade, que pode ser um pré-namoro que vai evoluindo. Não mergulhe de cabeça num namoro, só porque você ficou "fisgado" pelo outro. Não vá com muita sede ao pote, porque você pode quebrá-lo. Sinta primeiro, por intermédio de uma pura amizade, quem é a pessoa que está à sua frente. Talvez já nesse primeiro relacionamento amigo você saberá que não é com essa pessoa que você deverá namorar. É o primeiro filtro, cuja grande vantagem é não ter ainda qualquer compromisso com o outro, a não ser de amigos.
Nem sempre será fácil para você começar e terminar um namoro. Especialmente hoje, com a maior abertura do país, logo as famílias são também envolvidas, e isso faz o namoro se tornar mais compromissado. Se você não explorar bem o aspecto saudável da amizade, pode ser que o seu namoro venha a terminar rapidamente porque você logo se decepcionou com o outro. Isso poderia ter sido evitado se, antes, vocês tivessem sido bons amigos. Não são poucas as vezes em que o término de um namoro envolve também os pais dos casais, e isso nem sempre é fácil de ser harmonizado.
O namoro é o encontro de duas pessoas, naquilo que elas são e não naquilo que elas possuem. Se você quiser conquistar um rapaz só por causa da sua beleza ou do seu dinheiro, pode ser que amanhã você não se satisfaça mais só com isso. Às vezes uma pessoa simpática, bem humorada, feliz supera muitos que oferecem mais beleza e perfeição física qu ela.
Infelizmente, a nossa sociedade troca a “cultura da alma” pela “cultura do corpo”. A prova disso é que nunca as cidades estiveram tão repletas de academias de ginástica, salões de beleza, cosméticos, cirurgias plásticas, etc., como hoje. Investe-se ao máximo naquilo que é a dimensão mais inferior do ser humano – embora importante – o corpo. É claro que todas as moças querem namorar um rapaz bonito, e também o mesmo vale para os jovens, mas nunca se esqueça de que o mais importante é “invisível aos olhos”.
O que é visível desaparece um dia, inexoravelmente ficará velho com o passar do tempo. Aquilo que você não vê: o caráter da pessoa, a sua simpatia que se mostra sempre atrás de um sorriso fácil e gratuito, o seu bom coração, a sua tolerância com os erros dos outros, as suas boas atitudes, etc., isso tudo não passará, isso o tempo não poderá destruir. É o que vale.
Se você comprar uma pedra preciosa só por causa do seu brilho, talvez você compre uma “jóia” falsa. É preciso que você conheça a sua constituição e o seu peso. O povo diz muito bem que “nem tudo que reluz é ouro”. Se você se frustra no plano físico, poderá ainda se realizar nos planos superiores da vida: o sensível, o racional e o espiritual. Mas, se você se frustrar nos níveis superiores, não haverá compensação no nível físico, porque ele é o inferior, o mais baixo.
A sua felicidade não está na cor da pele, no tipo do seu cabelo e na altura do seu corpo, mas na grandeza da sua alma. Você já reparou quantos belos e belas artistas terminam de maneira trágica a vida? Nem a fama mundial, nem o dinheiro em abundância, nem os “amores” mil, foram suficientes para fazê-los felizes. Faltou cultivar o que é essencial; aquilo que é invisível aos olhos. Tenho visto muitas garotas frustradas porque não têm aquele corpinho de manequim, ou aquele cabelo das moças que fazem as propagandas dos “Shampoos” ; mas isto não é o mais importante, porque acaba.
A vida é curta - mesmo que você jovem não perceba – e, por isso, não podemos gasta-la com aquilo que acaba com o tempo. Os homens de todos os tempos sempre quiseram construir obras que vencessem os séculos. Ainda hoje você pode ver as pirâmides de 4000 anos do Egito, o Coliseu romano de 2000 anos, e tantas obras fantásticas. Mas a obra mais linda e mais duradoura é aquela que se constrói na alma, porque esta é imortal. Portanto, ao escolher o namorado, não se prenda nas aparências físicas, mas desça até as profundezas da sua alma. Busque lá os seus valores.
Foto Felipe Aquino
fonte:http://cancaonova.com/portal/canais/formacao/

 A pedra e o coração de Deus

Dom Pedro José Conti
Bispo de Macapá - AP

Três homens, andando pelas montanhas, foram surpreendidos por uma tempestade. Para se proteger refugiaram-se numa caverna. De repente, uma pedra enorme despencou do alto e fechou completamente a entrada da gruta. Os três chegaram à conclusão que somente Deus podia salvá-los. Assim, começaram a implorar a ajuda do Todo-poderoso apresentando os atos das suas vidas que pensavam ser mais merecedores de consideração por parte de Deus.
O primeiro disse: ”Eu tinha somente uma cabra. Todos os dias a levava para pastar e ter um pouco de leite para os meus velhos pais. Também juntava lenha para vender a fim de que nunca lhes faltasse comida. Certo dia, cheguei e os encontrei adormecidos. Esperei a noite toda até eles acordarem. De manhã, dei comida para eles e depois eu também me alimentei e fui descansar. Senhor, se eu disse a verdade, dê-me um sinal da tua bondade”. A pedra afastou-se um pouco.
O segundo falou assim: “Tempos atrás, apaixonei-me por uma jovem muito pobre, porém ela não aceitou se casar comigo. Então eu juntei todo o ouro que pude e disse para ela que tudo aquilo seria seu, se ela me vendesse o seu corpo por uma noite. A pobre jovem veio, mas o temor de Deus entrou no meu coração. Não toquei nela e lhe deixei todo o ouro. Senhor, se eu disse a verdade, dê-me um sinal da tua bondade”. A pedra afastou-se mais um pouco.
O terceiro homem, também, contou a sua história: “Eu tive muitos homens trabalhando comigo. Quando concluímos os trabalhos dei a todos o salário devido. Um, porém, não se apresentou. Com o dinheiro dele comprei uma ovelha. Os anos passaram e a ovelha tornou-se um rebanho. Quando, enfim, o homem apareceu para receber o seu dinheiro, mostrei para ele o rebanho. Achou que estava zombando dele, mas eu insisti para que levasse o que era seu. Agora, Senhor, se eu disse a verdade, dê-me um sinal da tua misericórdia”. A pedra afastou-se mais um pouco e os três homens conseguiram sair da caverna.
As boas obras deles tinham tocado o coração de Deus. O primeiro pela paciência e o amor filial. O segundo por causa do respeito ao fraco e do arrependimento. O terceiro porque agiu com justiça e honestidade.
Vale a pena nos perguntarmos: afinal, os três homens fizeram mesmo alguma coisa extraordinária, tão importante a ponto de conseguir comover o coração de Deus? Não deveríamos, todos, honrar os pais e as mães? Não deveríamos respeitar as pessoas mais fracas e necessitadas? Não deveríamos ser honestos e justos? Eles fizeram apenas o que estava certo. Nenhum heroísmo, nada tão fora do comum. Acontece, no entanto, que, muitas vezes, um gesto de bondade simples e pequeno, repetido, talvez, todos os dias, pareça-nos de pouco valor. Têm horas nas quais precisamos de forças extraordinárias para fazer alguma obra grandiosa, mas é muito mais provável precisarmos de muita perseverança e paciência todos os dias, para fazermos o bem simples que está sempre ao nosso alcance. Pagamos o preço e a ilusão da fama quando consideramos grandes somente aquelas pessoas que se destacam por algum dom especial ou algum gesto que chame atenção. O bom Deus não deixa faltar grandes qualidades a muitos dos seus filhos e filhas, assim como dá força sobre-humana para cumprir, em certas horas, gestos heróicos.  Contudo parece estejarmos esquecendo a coragem e a grandeza de ânimo daqueles irmãos e daquelas irmãs que todos os dias e a toda hora praticam o bem nas suas casas, nas suas famílias, no seu trabalho. Nunca serão manchetes de noticiário, mas nunca também deixarão de praticar o bem.
Neste domingo, celebramos a solenidade de Pentecostes. Jesus ressuscitado cumpre a promessa de estar sempre conosco. Com o auxílio do “mestre interior”, nós agora lembraremos e compreenderemos tudo o que Jesus ensinou e teremos coragem de continuar a missão que nos foi entregue. Para fazer isso, precisamos mesmo de muita força e coragem. O tempo vai passando, os acontecimentos da história humana se desenrolando, novas idéias estão sendo divulgadas, desafiando as anteriores. Nesse clima de incerteza, continuar firmes e fiéis ao Senhor Jesus exige, talvez, algo de heróico. Contudo, estou convencido, não será pedindo ao Divino Espírito Santo dons extraordinários que venceremos as dificuldades. Acredito que na hora da necessidade não faltarão os líderes, as luzes e as forças para continuar o caminho. Seria muita ambição, porém, nós mesmos nos acharmos uma dessas pessoas. Por isso, talvez o maior dom que podemos pedir ao Espírito Santo, não seja algum dom extraordinário, mas a capacidade simples e comum de escolher e de fazer sempre o bem. A humildade e a perseverança no amor movem qualquer pedra. Tocam sempre o coração de Deus.

fonte: por CNBB

Ser amigo do Espírito Santo

Ele é o nosso conselheiro nas dúvidas

Imagem de Destaque"Crer no Espírito é, portanto, professar que o Espírito Santo é uma das Pessoas da Santíssima Trindade, consubstancial ao Pai e ao Filho, «adorado e glorificado com o Pai e o Filho» (4). É por isso que tratamos do mistério divino do Espírito Santo na «teologia» trinitária. Portanto, aqui só trataremos do Espírito Santo no âmbito da «economia» divina" (Catecismo da Igreja Católica, n. 685).
Essa é a experiência de nossa fé, sendo uma Pessoa, nós podemos nos relacionar com Ele [Espírito Santo], ser amigos, próximos e íntimos d'Ele, porque não dizer. E é exatamente isso que essa Pessoa da Trindade deseja ardentemente de nós para poder nos revelar o amor do Pai e do Filho e o conhecimento dos dois. Esse é o primeiro grande benefício de sermos amigos dessa Pessoa Divina e nos aproximarmos d'Ele.
"O Espírito Santo, pela sua graça, é o primeiro no despertar da nossa fé e na vida nova que consiste em conhecer o Pai e Aquele que Ele enviou Jesus Cristo" (CIC n. 684).
O Espírito Santo de Deus é o nosso mestre de vida de oração, Ele nos ensina a rezar como convém, isto é, a alcançar na oração a vontade de Deus, que alimenta e plenifica a nossa alma. “Da mesma forma, o Espírito vem em socorro de nossa fraqueza. Pois não sabemos o que pedir nem como pedir; é o próprio Espírito que intercede em nosso favor, com gemidos inefáveis” (Rom 8, 26).
"Ninguém conhece o que há em Deus, senão o Espírito de Deus” (I Cor 2, 11). Ora, o Espírito, que O revela, faz-nos conhecer Cristo, seu Verbo, sua Palavra viva; mas não Se diz a Si próprio. “Aquele que falou pelos profetas” faz-nos ouvir a Palavra do Pai. Mas a Ele, nós não O ouvimos. Não O conhecemos senão no movimento em que Ele nos revela o Verbo e nos dispõe a acolhê-Lo na fé" (Catecismo da Igreja Católica, n. 687).
Aproximar-nos desta Pessoa Divina e ser amigos d'Ele nos faz conhecer Sua Palavra e o Seu poder, só pelo Espírito Santo podemos dizer: Jesus Cristo é o Senhor. E pelo mesmo Espírito conhecer e experimentar o amor de Deus Pai.

O primeiro grande fruto da amizade com o Espírito Santo é a experiência do amor de Deus e a salvação em Jesus Cristo, proclamando Seu senhorio. Ninguém será capaz de dizer: “Jesus é Senhor”, a não ser sob influência do Espírito Santo" (cf. I Cor 12,3b).
Ele nos purifica dos nossos pecados. Manda teu espírito, são criados, e assim renovas a face da terra (Sl 104, 30). Ilumina e abre a nossa inteligência: o Espírito Santo que o Pai enviará em meu nome, ele vos ensinará tudo (cf. Jo 14,26). O Espírito Santo nos ensina a ser dóceis e a obedecer aos mandamentos do Senhor: Porei em vós o meu espírito e farei com que andeis segundo minhas leis e cuideis de observar os meus preceitos (cf. Ez 36,27).

Este Amigo Divino confirmará a esperança da vida eterna, pois Ele é o penhor da herança dada por Cristo Jesus: Nele acreditastes e recebestes a marca do Espírito Santo prometido, que é a garantia da nossa herança, até o resgate completo e definitivo, para louvor da sua glória (Ef 1, 13-14). Ele revela aos nossos corações que de Deus nós somos filhos, devolve a dignidade e a convivência perdida pelo pecado original: E a prova de que sois filhos é que Deus enviou aos nossos corações o Espírito do seu Filho, que clama: “Abbá, Pai!”  (Gl 4,6).
Ele é o nosso conselheiro nas dúvidas e nos mostra qual a vontade de Deus: Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às Igrejas. 'Ao vencedor darei como prêmio comer da árvore da vida, que está no paraíso de Deus’ (Ap 2,7). Anima-nos e levanta-nos do abatimento: Deu-me o Senhor DEUS uma língua habilidosa para que aos desanimados eu saiba ajudar com uma palavra. Toda manhã ele desperta meus ouvidos para que, como bom discípulo, eu preste atenção (Is 50,4).
Ele é o nosso advogado contra o mundo, defensor contra o pecado e principalmente nos defende de nós mesmos quando não conhecemos os desígnios de Deus: E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará um outro Defensor, para que permaneça sempre convosco: o Espírito da Verdade, que o mundo não é capaz de receber, porque não o vê nem o conhece. Vós o conheceis, porque ele permanece junto de vós e estará dentro de vós (cf. Jo 14,16-17).
Sendo amigos do Espírito Santo, recorrendo a Ele, pedindo o socorro do Seu auxílio, chegaremos à vontade do Pai, cuja missão é imprimir em nossa alma, em nossa vida a SANTIDADE: eleitos conforme a presciência de Deus Pai e pela a santificação do Espírito, para obedecerem a Jesus Cristo e serem aspergidos com o seu sangue (I São Pedro 1,2). Esta é a vontade de Deus: a vossa santificação (I Ts 4,3).

Digo, pois: deixai-vos conduzir pelo Espírito, o fruto do Espírito é caridade, alegria, paz, paciência, afabilidade, bondade, fidelidade, brandura, temperança. Contra estas coisas não há lei (cf. Gl 5, 16. 22-23).
Imagine ter um amigo tão virtuoso e cheio de santidade disposto a dividi-la com você. Comecemos agora a falar com Ele:
Vem, Espírito Criador!
Vinde, Espírito Criador, a nossa alma visitai
e enchei os corações com vossos dons celestiais.
Vós sois chamado o Intercessor de Deus excelso dom sem par,
a fonte viva, o fogo, o amor, a unção divina e salutar.
Sois o doador dos sete dons e sois poder na mão do Pai,
por Ele prometido a nós, por nós seus feitos proclamai.
A nossa mente iluminai, os corações enchei de amor,
nossa fraqueza encorajai, qual força eterna e protetor.
Nosso inimigo repeli, e concedei-nos a vossa paz,
se pela graça nos guiais, o mal deixamos para trás.
Ao Pai e ao Filho Salvador, por vós possamos conhecer
que procedeis do Seu amor, fazei-nos sempre firmes crer. Amém!
Padre Luizinho - Comunidade Canção Nova
fonte:http://cancaonova.com/portal/canais/formacao/

 Jovem você tem valor

Se observarmos bem sutilmente, no dia-a-dia, diante das lutas e dificuldades, nos firmamos somente no negativo: eu não posso; eu não consigo; nada dá certo na minha vida; sou um azarado; não tenho sorte; eu nasci para ser infeliz; sou feio; sou burro...

Precisamos adotar a partir de hoje, uma nova postura e uma nova linguagem, diante das situações! É importante que, em tudo, demos graças a Deus. Se perceber em mim, generosidade, devo agradecer a Deus; se conseguir ser fiel, devo agradecer a Deus; se me empenhar no trabalho e me esforçar, louvo o meu Deus; se for servo, se for paciente, se souber ouvir e acolher as pessoas, devo tudo a Ele. É pelo exercício de nossas qualidades que o Senhor vai trabalhando em nossa transformação.

Quanto mais nos aproximarmos de Deus amor, mais ganharemos em auto-estima, pois vamos percebendo o quanto somos estimados por Ele e o quanto Ele nos ama.

"Pelo fato de valeres muito aos meus olhos, de teres peso e de eu te amar; dou, pois, homens em troca de ti, populações em troca da tua pessoa" ( Is 43,4).

Ninguém foi criado por Deus para nada, e, muito menos, para ser infeliz. Só podemos experimentar esta verdade, quando abrirmos o coração para o amor de Deus.
O dia que temos para fazer esta experiência é hoje, e não podemos deixar passar.

Peçamos hoje, esta graça ao Senhor: ''Eu quero, Senhor, experimentar-Te hoje na minha vida, e abro as portas do meu coração para que faças uma obra nova''.

Jesus, eu confio em vós!

Luzia Santiago 
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Minha vocação é ser um profeta da juventude



Olá irmãos e irmãs jovens da RCC Brasil,
A todos vocês: Paz, Santidade e Ardor!
Gostaria de partilhar com vocês e, em especial com os lideres do ministério jovem por todo o Brasil, o chamado de Deus para mim e a missão no MJ da RCC do Amapá. Um acontecimento muito significativo em minha vida: o dia em que o Senhor me chamou a servi-lo através do Ministério Jovem na evangelização da juventude.
Durante um retiro do ministério de pregação para lideranças do Estado no dia 01 de maio de 2005, o MJ entrou na minha vida de forma surpreendente. Lembro-me como se fosse hoje. O tema era “ Consagra-te ao teu ministério ”, por si só já era motivador e sugestivo e naquele tempo eu estava servindo ao meu atual Grupo de Oração (G.O. Ágape) coordenando o ministério de intercessão. O MJ estava sem coordenação há quase 02 anos no Estado e todas suas atividades completamente paradas. O Conselho local da RCC já havia convidado algumas pessoas para assumi-lo, no entanto, elas o recusaram.
Foi quando o Senhor suscitou na coordenação do ministério de pregação que durante o retiro fosse realizado uma espécie de indicação pelos participantes para assumir o MJ e o ministério de musica e artes que se encontrava na mesma situação. As pregações daquele fim de semana nos levavam a refletir o chamado de Deus para cada um de nós e a necessidade de acolhermos e assumirmos o ministério que Ele nos confiara. Ate então eu estava firme e convicto: permanecer no serviço de intercessão, ser fiel no cumprimento de meus deveres como coordenador-intercessor do meu G.O.
Em clima de oração, no final do retiro, os participantes foram convidados a escreverem num papel um nome para a coordenação do MJ. Contudo, só poderiam indicar nomes aqueles que participaram durante os dois dias do retiro (sábado e domingo). Eu, por exemplo, não poderia participar da indicação porque havia faltado no sábado. Mas poderia ser indicado, o que nunca fora cogitado por mim. Alias, nem se quer sabia o que era o MJ e para mim tanto fazia ter ou não coordenador o ministério...e quem diria...os planos de Deus eram outros.
Então, já que eu não poderia participar do processo, só me restava orar intercedendo por aquele momento como faria qualquer intercessor. E em oração, abri então a Biblia e eis o que o Senhor me falou através de Sua Palavra:
“ Antes que no seio fosses formado, eu já te conhecia;antes de teu nascimento, eu já te havia consagrado, e te havia designado Profeta das Naçoes.
E eu respondi:
‘Ah! Senhor Javé, eu nem sei falar, pois que sou apenas uma criança’,
Replicou, porem, o Senhor:
Não digas: ‘sou apenas uma criança’, porquanto, irás procurar todos aqueles aos que te enviar, e a eles dirás o que te ordenar.Não deverás temê-los porque estarei contigo para livrar-te – Oráculo do Senhor.” Jeremias 1,5-8
Ao ler esta palavra, uma moção profética para a minha vida naquela hora, eu assustado com o que ela me revelava desde o seu titulo: Vocação do profeta (cf. Bíblia Ave-Maria), olhei para uma amiga ao meu lado e lhe disse: ‘olha o que o Senhor me disse!’.
Confesso que apesar das orientações e motivações que levaram a realização daquele método de indicação eu estava um pouco inquieto com aquilo e mais ate discordava dele. mas eu pensei: ‘ se Deus quis assim, então, que se faça a Sua vontade!’.
Fechei a bilblia e fiquei na minha, como costumamos dizer.
Os nomes foram indicados e levados  para o Conselho Estadual discernir. Eu não entendi o que a palavra significava, mas Deus naquele momento me chamava. Os conselheiros se retiraram do auditório onde estávamos e nós continuamos em oração... minutos depois, eu me assustei com um irmão ao falar no meu ouvido: ‘ o conselho te chama!’ , eu assustado e confuso, pensei: ‘ será que fiz alguma coisa de errado? Vou levar uma bronca!’.
O presidente do conselho, Manoel Ramos, disse-me que meu nome havia sido em dos indicados para coordenar o MJ. Outros o haviam sido (e com maior numero), mas não poderiam assumir porque ou j a estavam em serviços estratégicos da rcc estadual e diocesana ou não estavam no retiro, e como não poderiamos sair dali sem nenhuma resposta eu fui chamado. Na verdade, acho ate que o “menos votado”, ate hoje eu só sei de dois irmãos que me indicaram (um deles aquela a quem eu mostrei a Palavra que o Senhor havia dado). Mas o Senhor já me conhecia, já me havia consagrado! Em seus planos eu estava sendo designados para ser profeta da juventude assim como Jeremias a profeta das nações.
Mas não pensem tudo acabou por ai e se resolveu...não, não!
Como eu havia dito, o MJ não significava nada em minha vida. Após a partilha com os conselheiros que em suas palavras me encorajavam a assumir o ministério eu lhes falei da revelação de Jeremias que segundo eles confirmava o chamado, a minha “vocação”.
Porém, mesmo assim, tive medo ... e resisti. Pedi que me dessem um tempo para pensar. E assim aconteceu.
Saímos da sala e voltamos ao auditório. Todos estavam curiosos e ansiosos para saber quem eram os novos coordenadores do MJ e do ministério das artes. Quanto a este, tudo discernido, a pessoa indicada o assumiu. Foi anunciado e festejado pelos irmãos do retiro. Enquanto eu, no fim do auditório, quase escondido, deixei a resposta pendente. Questionava-me sobre o propósito de Deus para mim naquele momento. Acha-me pequeno diante de uma obra enorme. Não percebi que o mesmo Senhor havia me falado: “não digas ‘sou apenas uma criança...’’(jr 1,7b).
O retiro terminou, todos foram embora, a expectativa do anuncio do coordenador do MJ ficou guardada. Sem aplausos, pensavam uns: será que foi medo?será que não estava aqui?o que aconteceu?
Fui para minha casa e não pensava em outra coisa: Deus me chama! Nos dois dias que se seguiram tudo que eu buscava para me ajudar a discernir me dizia que minha resposta deveria ser sim! Lembro-me de não consegui dormi naquelas noites. Lembro-me de abrir uma revista da canção nova e um artigo de Luzia Santiago dizia: “Deus falou ta falado!”. Lembro-me das palavras dos irmãos do grupo de oração que me encorajavam. Tudo fora importante para discernir. Eu tinha certeza que minha vida não mais seria a mesma se eu aceitasse. Meu medo de fracassar também me inquietava. Mas algo foi fundamental e decisivo.
De volta a palavra de Jeremias 1,5-8; especialmente o versículo 5:
“Antes que no seio fosses formado, eu já te conhecia; antes de teu nascimento, eu já te havia consagrado, e te havia designado profeta das nações.’’
Lembrei-me então que um pouco mais de um ano antes, em fevereiro de 2004, o então coordenador nacional do MJ Tiago Regal esteve em Macapá e num encontro falou do ministério. Apresentou o projeto nacional de evangelização da secretaria marcos (MJ atualmente) e a principal moção deste projeto era levantar jovens profetas das nações e lá estava eu. Deus me havia consagrado. Lembro-me também que em 2001 num encontro da então secretaria marcos em Macapá fui convidado pela coordenadora do GO que participava na época para coordenar a secretaria, eu tinha 16 anos, neste encontro quem pregou foi o Jeferson fuza, coordenador nacional da secretaria.
Ate aquele inicio de maio de 2005 o MJ eu não havia percebido que meu chamado era o MJ e Deus o havia apresentado a mim varias vezes e de diversos modos.
Dei o meu sim a Deus, a coordenação da RCC Amapá e aos jovens, principalmente. Se hoje sou jovem, muito de minhas experiências de vida foram proporcionadas para que este ministério se tornasse minha vida.
Meus fracassos, meus pecados, minhas faltas em minha juventude eu apresento ao Senhor para que me ensine a ser jovem e a buscar a santidade custe o que custar. Ainda tenho muito a viver, a experimentar... sou jovem e este é um direito meu... porém, que tudo em minha vida e juventude será sempre (e é o que desejo) para a Gloria de Deus.
Hoje coloco todos os talentos que o Senhor me confiou para que outros jovens O conheçam. Quando estou cantando, pregando ou formando meu objetivo é mostrar e testemunhar a juventude que ela pode escolher a Deus. Abandonar as coisas deste mundo e acolher a salvação em Seu Filho. O MJ me ensinou isso...
Por isso, eu convoco a cada um que o Senhor escolheu para ser um ministro da evangelização da juventude na RCC a renovarem seu chamado e vocação diante de Deus, entregando suas vidas e missões para que através de nós se levante em nossa pátria e Igreja uma juventude Apostola da Efusão do Espírito Santo, Sentinela do Amanhã, do meio do mundo para a vida nova.
Liderança jovem do Brasil, Deus nos chama a sermos Profetas da Juventude, eis a nossa vocação.
Jefferson Souza
Cantor, pregador e formador – coordenador do ministério jovem da RCC Amapá, diocese de Macapá.

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Tudo tem seu tempo
A busca dessa sabedoria é tarefa de todos
Há um momento oportuno para cada coisa debaixo do céu (cf. Eclesiastes 3, 1). Nesta máxima da sabedoria em Israel, fundamento da cultura grega presente no mundo judaico, bem localizado no horizonte cristão, vê-se o quão oportuna é a figura de um ancião que tem o intuito de instruir os jovens.
Há uma sabedoria que não pode ser esquecida sob pena de perder o verdadeiro sabor das coisas e dos sentidos adequados para a existência, provocando os desvarios absurdos que têm configurado a sociedade contemporânea. Concretizados em violência, corrupção, imoralidade, indiferença com a dor dos outros, perversidade; e ainda no entendimento da vida como disputa, na surdez para o grito dos pobres. Estes desvarios acontecem pela falta de sabedoria que pode estar ausente ou ser cultivada nas estratégias da governança moderna, nas especializações das ciências deste tempo, ou mesmo na aprendizagem dos processos formativos.
Essa sabedoria capacita corações e inteligências para o discernimento adequado, de modo que as escolhas configurem condutas à altura da dignidade humana em todos os níveis e na direção de cada pessoa, respeitada a sua singularidade.
A busca dessa sabedoria é tarefa de todos. Não se pode delegá-la, seja na família, nas instituições, nos variados contextos - ou eximir-se dessa missão. Os fluxos que configuram a cultura ocidental estão comprometidos. Impedem, lamentavelmente, por atos e escolhas, o cultivo permanente dessa sabedoria para equilibrar a vida e vivê-la dignamente desde a fecundação até a morte com o declínio natural. A vida de todos está o tempo todo por um fio. É resultado da falta de sabedoria de que tudo tem seu tempo - discernimento que modula a inteligência livrando-a dos desatinos da irracionalidade e preservando o sentido de limite, sem comprometer a liberdade e a autonomia.
No livro do Eclesiastes, capítulo terceiro, o ancião se empenha na tarefa de instruir os jovens. Insiste na compreensão que não pode ser substituída nem pela ciência e nem por estratégias.
Vale retomar sempre as indicações do sábio ancião: "Tudo tem seu tempo. Há um momento oportuno para cada coisa debaixo do céu: tempo de nascer e tempo de morrer; tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou, tempo de matar e tempo de curar, tempo de destruir e tempo de construir, tempo de chorar e tempo de rir; tempo de lamentar e tempo de dançar, tempo de espalhar pedras e tempo de ajuntar, tempo de abraçar e tempo de afastar-se dos abraços, tempo de procurar e tempo de perder, tempo de guardar e tempo de jogar fora, tempo de rasgar e tempo de costurar, tempo de calar e tempo de falar, tempo de amor e tempo de ódio, tempo de guerra e tempo de paz". Está indicado que a vida não pode ser vivida e conduzida sem essa sabedoria. Trata-se de um caminho longo na vivência do amor, na prática da justiça, na assimilação de valores, no exercitar-se no gosto de ser bom e de encantar-se com o outro.
As instituições todas, sobretudo a família, têm tarefas fundamentais nesse processo para tecer uma cultura ancorada na sabedoria. Se esse caminho não for percorrido, com urgência e perseverança, os desvarios da violência, das disputas, das agressões e da perda de sentido continuarão desfigurando instituições, culturas, modos de viver. Assim as vítimas, e também agentes, desse processo, serão especialmente os mais jovens.
Diante da atual realidade torna-se premente modular os corações e as culturas no horizonte dos valores que se revelam na pessoa de Jesus Cristo. A propósito de que tudo tem seu tempo, vivenciamos o momento propício para refletir sobre o verdadeiro sentido do Natal. É preciso sabedoria para não se curvar diante de enfeites, de Papai Noel e de outros símbolos comerciais que parecem ofuscar Jesus Cristo, o Dom maior de Deus Pai para a salvação da humanidade.
É tempo de cultivar símbolos como o presépio, antiga tradição educativa que modelou corações no bem, cuja intuição sábia de São Francisco de Assis nos deixou como herança. É tempo de reavivar o coração na fé e nos valores que só o encontro com Cristo pode garantir.
Resgatando a inspiração de Francisco de Assis, a Arquidiocese de Belo Horizonte convida todos a reacenderem a chama do amor de Deus, fonte inesgotável da sabedoria que sustenta a vida.
Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo metropolitano de Belo Horizonte

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Formação Integral de Jovens

Uma Proposta de Ação para o Ministério Jovem
A Formação integral de jovens é uma realidade. A CNBB através do Documento n° 85 sobre a evangelização da juventude propõe que os jovens católicos sejam iniciados num processo de formação que contemple sua juventude como um todo. A Formação Integral de Jovens visa atender essa exigência da Igreja do Brasil também lembrada no Documento de Aparecida destacando­-a como um eficaz instrumento na constituição de Discípulos e Missionários de Jesus Cristo na América Latina.
A Formação Integral envolve a pessoa como um todo, superando fragmentalismos aos quais somos sujeitos no cotidiano, ajudando o jovem a discernir as suas ações para que toda sua vida seja marcada por valores, atitudes e por ações que provoquem mudanças voltadas para o bem de todos, de todas as pessoas da comunidade e de tudo que integra nosso universo.

1. DIMENSÃO PSICOAFETIVA   Processo de Personificação:
Quem sou eu? É o esforço de tornar-se pessoa: descobrir­-se, possuir­-se, aceitar­-se, integrar­-se,trabalha-r­se. É a nossa relação conosco mesmo. Sem a capacidade de autoconhecimento e autocrítica, somos incapazes de analisar as situações com objetividade, de administrar os conflitos, e de se relacionar com os outros de maneira equilibrada. Sem esta dimensão, torna­-se difícil a interiorização, o silêncio interior, o encontro com Deus na oração e a verdadeira conversão.
Nesta dimensão o Ministério Jovem poderá realização dentro dos Grupos de Oração Seminários de Formação Humana para Jovens com temas que venham a contribuir na construção de um projeto pessoal de vida. Disse o Papa Bento XVI em seu discurso inaugural da V Conferência Geral do Episcopado Latino­-Americano: os jovens não temem uma vida de sacrifício, mas, sim, uma vida sem sentido, neste sentido, a formação promovida pelo MJ deve estabelecer uma ligação entre o empenho pessoal de conversão de valores e vida cristã rumo a descoberta de um propósito de vida.

2. DIMENSÃO PSICOSSOCIAL   Processo de Integração:

Quem é o outro? É a capacidade de descobrirmos e de nos relacionarmos com o outro, gerando afeição e cooperação, confronto de ideias e dons, acolhida e convivência, valorização do diferente. Essa relações acontecem, por exemplo, nas amizades, no namoro, nos grupos, na vida da comunidade, na família.
Nesta dimensão o Seminário de Formação Humana para Jovens poderá tem como suporte o Módulo de Formação Humana da Escola Paulo Apostolo "Relacionamento Com os Outros" com ênfase em elementos da realidade juvenil como: namoro,amizades,afetividade e sexualidade.
Há no Brasil 02(dois) significativos projetos que enriqueceriam esta proposta: O Seminário de Afetividade e Sexualidade - SAS, promovido pelo Minsitério Jovem da RCC de Goiás; e o Projeto Dois Corações, do Ministério Jovem do Paraná.
3. DIMENSÃO MÍSTICA  Processo Teológico ­ Espiritual
Quem é Deus e qual é seu projeto? O que é na verdade o Seu Plano de Salvação? O que significa isto em minha vida? Este processo desenvolve a vivência da fé, a busca do sentido de vida, o envolvimento eclesial. É a nossa relação com Deus, com seu plano, com sua vontade. O ser humano foi feito para um horizonte mais amplo do que o bem­ estar material e imediato. O teológico e o espiritual não só caminham juntos, mas se complementam. A dimensão teológica é cultivada no estudo da, na catequese e no aprofundamento dos dados básicos da fé. Desse aprofundamento fazem parte a iniciação à leitura da palavra de Deus, o conhecimento de Jesus Cristo e da Igreja. A espiritualidade mariana também encontra aqui o seu espaço. A dimensão espiritual corresponde ainda à experiência de Deus através da oração, das celebrações e da religiosidade popular.
É nesta dimensão que o Ministério Jovem poderá aprofundar o sentido de evangelização dos jovens promovendo em parceria com os Grupos de Oração retiros e seminários de Avivamento para jovens aplicando Experiências de Oração e o Seminário de Vida no Espírito Santo com linguagem das pregações e metodologias para a juventude, apresentando o Batismo no Espirito Santo e a cultura de Pentecostes na realidade juvenil. Contudo, passando pelo avivamento é necessário aprofundar esta vivência carismática dedicando-se ao seu aprofundamento com Seminários sobre o Batismo no Espírito Santo para/com jovens a fim de aprofundar sua atuação na vida do jovem e sua caminhada na RCC. Neste ponto ainda é importante que a evangelização do Ministério Jovem desenvolva a moção "Sentinela da Manhã: Jovens Apo[tolos da efusão do Espírito Santo ". Baseado nos ensinos de João Paulo II (JMJ 2002) e de recentes pronunciamentos de Bento XVI (JMJ 2008) é necessário aprofundar e resgatar no seio da juventude seu chamado a ser profetas neste novo milênio com a força de testemunho e promoção que emana da vida no Espírito.
Outrossim, um outro foco necessário é proposta de ênfase à Palavra de Deus promovendo com juventude a Lectio Divina Jovem (cf. Aparecida,n°. 446c) a fim de gerar na juventude carismática uma maior intimidade com a Sagrada Escritura.
4. DIMENSÃO SOCIO-POLITICA­-ECOLÓGICA   Processo de participação  conscientização:
Qual a minha relação com a sociedade ao meu redor? É a busca em descobrir o mundo e tornar-se sujeito da história. É a nossa relação com a sociedade e a nossa responsabilidade política para torná­-la cada vez mais humana. Essa dimensão nos abre aos problemas sociais em nível nacional e internacional: problemas de moradia, saúde, alimentação,direitos humanos, violência, guerra, ecologia, bioética. Há necessidade de conectar a fé com a vida, a fé com a política.
Neste contexto, o Ministério Jovem poderá contribuir na formação de jovens com a promoção de encontro, debates, conferências que discutam nossa sociedade e proponham uma mudança nos valores do Evangelho. O diálogo com outras expressões da Igreja que possuem um longo histórico neste serviço de evangelização ( Setor Juventude, Pastorais Sociais, Pastoral da Juventude, CEB's, etc.) será importante. Bem como, de serviços da propria RCC que empenham-se neste aspecto (Ministério Universidades Renovadas, Ministério de Promoção Humana e Ministério de Fé e Política).
5. DIMENSÃO DE CAPACITAÇÃO  Processo Metodológico:
Como agir? Como organizar as estruturas de coordenação que facilitam o acompanhamento sistemático, a comunicação, o aprofundamento e a continuidade?Como conscentizar­me que sou um líder? Como coordenar uma reunião de grupo? Como planejar e avaliar a ação evangelizadora? Significa todo empenho necessário para realmente ser eficaz na vida, na Igreja, na sociedade. É aprender a planejar, executar, interferir, avaliar. É a nossa relação com a ação.
Nesta dimensão Ministério Jovem deve atentar para a formação dos líderes jovens e de coordenadores do ministério nos Grupos de Oração e suas equipes. O já citado documento dos bispos do Brasil referente a ação evangelizadora junto a juventude nos alerta que a liderança deve ser um outro foco de atenção. A formação de lideres jovens e assessorias para a juventude possibilita o sólido direcionamento no processo de formação integral dos grupos. Quando o ministério propõem se propoem a isto visa atender esta que é uma realidade na RCC: a formação da liderança que atua diretamente no MJ e aos jovens que exercem em seu Grupo de Oração uma atuação de destaque.
A juventude necessita de uma referência, líderes e, muitas vezes, falta-lhe isto no Grupo de Oração ( principalmente nos grupos mistos) para se levar em frente os projetos do ministério. Em muitos lugares contatamos que a falta uma liderança jovem que esteja disposta a ser referencia a esta juventude. Além desta perspectiva, a formação de líderes para a coordenação do Ministério Jovem nos G.O's é de vital importância para que o direcionamento das propostas do Ministério Nacional, Estadual e Diocesana se concretizem neles.
Destaca-se como ponto de partida para a formação da liderança jovem dois pontos fundamentais:
  • A missão do Ministério Jovem: seus projetos, sua atuação,etc;
  • O conhecimento da proposta da Igreja para a evangelização da juventude: documentos, planos, Setor Juventude, direcionamentos,etc;
Jefferson Souza
Ministério Jovem RCC Amapá 



Estudo, namoro, espiritualidade, como conciliar?
Jovem consagrado afirma que é possível conciliar suas obrigações com a religião
Esta é uma pergunta que vários jovens se fazem. Gostaria de partilhar com você, minha realidade como membro da Comunidade Canção Nova, universitário e namorado.

Para conciliar estas missões não é nada fácil, realmente! Faço jornalismo em Lorena (SP), estudando de segunda a sábado e convivendo com as realidades normais de toda Universidade. Trabalho normalmente e namoro nos finais de semana.

Não é porque sou da Canção Nova, que deixo de ter as minhas dificuldades e limitações. Sou ser humano como você! É aí que quero tocar; quando os problemas vêm, é onde Deus quer entrar e Deus só entra onde tem abertura.

O que tem priorizado? Será que no emaranhado em que vive, você tem visto a vontade de Deus? Organize-se, priorize o seu tempo de oração, procure escutar Deus! Saiba que, muitas vezes, o coração quer falar mais que a razão e se não tivermos as rédeas de nossos sentimentos, eles podem nos trair.

O segredo é se doar por inteiro, a cada momento que vive ou tem oportunidade de viver. Se é tempo de rezar, reze... e se doe na oração. Se está na hora de trabalhar, trabalhe... e louve a Deus por possuir um trabalho. Se é tempo de estudar, estude; dedique- se para ser o melhor profissional. Se é tempo de namorar, namore, dê atenção, aproveite o tempo que tem de uma forma sadia e casta.

Priorizando sua oração, você rende no trabalho, nos estudos, no namoro. Não tente mudar os planos de Deus, adapte-se a eles! Ele tem o controle de tudo e nenhuma provação nos é dada senão tivermos condição de suportá-la.
Raphael Leal - Com. Canção Nova
raphael@cancaonova.com